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Avanço do mar deixa rastro de destruição em Saquaíra

Mar segue avançando sobre a costa no povoado de Saquaíra, na Península de Maraú, e já toma parte da última rua do local.

No lugar há várias pousadas e bares que atendem a turistas que visitam a localidade sob ameaça. Há alguns anos, várias cabanas de praia foram destruídas e se mudaram para evitar a destruição provocada pelas águas do mar que seguem em constante avanço, provocando erosão na faixa costeira da Península de Maraú.

Esses efeitos abrangem todo o País, de acordo com o professor da Universidade Federal do Espírito Santo Dieter Muehe, em entrevista ao jornal Estadão. Organizador do livro Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro, ele estima que mais da metade do litoral do Norte e do Nordeste brasileiros sofre erosão, chegando a um avanço do mar de cinco metros por ano em determinadas praias, número que seria de 20% na região Sudeste.

Segundo o jornal, a situação preocupa no Rio Grande do Norte, onde o avanço do mar tem causado estragos e ameaçado vilas de pescadores em 60% das praias do Estado, cujo litoral se estende por 440 quilômetros. As praias de Muriú, Touros, São Miguel do Gostoso, Graçandu e Caiçara do Norte, no litoral norte do Estado, estão entre as mais atingidas pela erosão costeira. Nelas, os moradores travam duelos contra a força do mar construindo muros de pedras e concreto cada vez mais largos e altos, em uma tentativa de manter as casas de pé.

Os municípios do Recife e de Olinda, em Pernambuco, tentam barrar o avanço do mar com uma linha de pedras no litoral. Mais ao norte, em Paulista, está o que o professor Pedro Pereira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) classifica como o pior exemplo da ação contra a redução da faixa de praia. A tecnologia adotada foram os bag wall: grandes sacos de cimento de secagem rápida, que construíram uma estrutura semelhante a arquibancadas. A realidade é que agora a erosão marinha foi transferida para praias mais ao norte, completa a matéria do Estadão publicada no último dia 18 de outubro.

Moradores da localidade se sentem abandonados pelo poder público que, segundo os relatos enviados a este blog, não tem tomado nenhuma atitude para amenizar os efeitos devastadores que ameaçam empreendimentos turísticos e residências.

Confira fotos e vídeos da situação na localidade registradas pelo leitor e morador da localidade, Fábio Silva, o Binho de Val do Minério:

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