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Protesto dos caminhoneiros não pode causar dano à sociedade, diz Cardozo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a defender hoje (25), em Brasília, a negociação do governo federal com os caminhoneiros, que bloqueiam várias rodoviais do país desde a semana passada, em protesto pelo aumento do preço dos combustíveis. Eles também reivindicam, entre outras medidas, aumento no valor do frete.

Cardozo, no entanto, ressaltou que as manifestações não podem “trazer dano à sociedade”. A partir de uma iniciativa da Advocacia-Geral da União (AGU), a Força Nacional de Segurança passou a atuar em alguns pontos de paralisação para liberar as pistas.

“A Polícia Rodoviária Federal, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública e das polícias estaduais, estão buscando desobstruir estradas, porque é legítimo que as pessoas se manifestem, mas não podemos trazer dano à sociedade, não podemos privar as pessoas de alimentos, de medicamentos”, disse.

O ministro ressaltou que o governo tem atuado por uma solução para o impasse. “Existe uma clara intenção por parte do governo de fazer com que empresários e caminhoneiros cheguem a um entendimento. O governo está disposto a agir na perspectiva do entendimento”, disse. A categoria e o governo têm se reunido desde ontem para costurar um acordo. O último encontro ocorreu na tarde de hoje (25), mediado pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Mesmo sem chegar a um acordo com o governo para acabar com os bloqueios nas rodovias federais, representantes do setor de transportadores autônomos e dos trabalhadores manifestaram satisfação com o retorno dado pelas autoridades durante a reunião desta tarde.

“Vimos demonstração de interesse em atender à categoria, mas ainda não há uma posição conclusiva. A nossa categoria quer condições de trabalho para fretes, redução de [preço] de combustíveis, sansão na íntegra da Lei dos Caminhoneiros, redução do preço do óleo diesel e o refinanciamento do Pró-Caminhoneiro [programa de financiamento subsidiado para a compra de caminhões]”, disse o representante da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

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