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Oposição no Senado afirma que terá assinaturas para nova CPMI da Petrobras

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), promete conseguir, até a próxima semana, as assinaturas necessárias para a criação de uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI)

para investigar irregularidades na Petrobras.

Ele disse hoje (5) que espera reunir 32 assinaturas de senadores, quatro a mais que o mínimo exigido. Para isso, além do apoio do PSDB e do DEM, ele espera contar, por exemplo, com as seis assinaturas do PSB, além de uma do PSOL, do senador Randolfe Rodrigues (AP) e insatisfeitos do PMDB, partido da base aliada ao governo.

Além de pelo menos 27 assinaturas no Senado, uma comissão mista também precisa de 171 assinaturas de deputados, número que seria alcançado sem dificuldades, tendo em vista que uma CPI só da Câmara dos Deputados já foi criada pelo novo presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em 2014, duas CPIs, uma mista e uma exclusiva do Senado, foram criadas com o mesmo objetivo. Ambas, presididas pelo ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) – a Mista, encerrada em 18 de dezembro passado, não incluiu entre os 52 pedidos de indiciamento feitos na época pelo relator, deputado Marco Maia (PT-RS), o nome da presidenta da empresa, Graça Foster.

A CPI exclusiva do Senado, também finalizada em dezembro, foi esvaziada depois da criação da comissão mista, da qual acabou adotando o relatório final. Apesar de as duas CPIs para investigar a Petrobras terem terminado no final de 2014, para Cunha Lima considera urgente uma nova investigação pelo Congresso. E, desta vez, pode produzir um resultado diferente, afirmou.

“O que muda é o clima, que está cada vez mais tenso. À medida que as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público avançam, a temperatura aumenta. A população está absolutamente insatisfeita, irritada, impaciente, as pessoas estão dizendo: ‘chega, basta, ninguém mais aguenta isso”. E cabe às instituições dar uma resposta para tudo isso”, disse Cunha Lima.

Procurados pela Agência Brasil para comentar o assunto, o líder do PT, Humberto Costa (PE), e os demais senadores da legenda não foram encontrados até o fechamento dessa reportagem.
 

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