Início / Política / Eduardo Cunha pretende apressar debate sobre reforma política

Eduardo Cunha pretende apressar debate sobre reforma política

Dois dias após ser eleito presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista Eduardo Cunha (RJ) manifestou que pretende apressar o debate em torno da reforma política. Ao falar hoje (3), depois

de reunião da bancada do partido, Cunha revelou que sua intenção é aprovar a admissibilidade do texto da Proposta de Reforma Política (PEC 352/13). “Pretendo dar admissibilidade àquela proposta de emenda constitucional para constituir comissão especial que possa discutir o mérito”, disse Cunha.

A proposta teve a votação da admissibilidade suspensa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em razão de divergências quanto ao seu teor. Durante entrevista, Cunha revelou que uma estratégia seria driblar o debate na comissão e apresentar um requerimento para votar a admissibilidade no plenário.

Entre as mudanças contidas na PEC estão o fim da reeleição do presidente da República, dos governadores e prefeitos; e o fim do voto obrigatório. A proposta altera a forma de coligação nas eleições proporcionais e determina coincidência das eleições municipais, estaduais e federal, a partir de 2018.

Contudo, um dos pontos centrais do debate – o financiamento de campanha – é fruto de divergências. Eduardo Cunha defende a manutenção do financiamento empresarial de campanhas, considerado por movimentos sociais e organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a porteira da corrupção nas eleições do Brasil.

No ano passado, OAB e CNBB integraram um movimento com mais de 100 organizações da sociedade civil para recolher 1,5 milhão de assinaturas e protocolar, no Congresso Nacional, uma proposta de reforma política chamada de Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas (http://www.reformapoliticademocratica.org.br/).

O tema também foi tratado pela presidenta Dilma Rousseff, após ser reeleita. Em discurso, Dilma defendeu – mesmo o tema sendo de responsabilidade do Congresso Nacional – a importância de mobilizar a sociedade em torno do tema, sugerindo a realização de um plebiscito ou de uma consulta popular sobre a questão.

Dilma delegou, inclusive, ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, a tarefa de debater o tema com a sociedade.

Na segunda-feira (2) Rossetto debateu o tema com estudantes universitários durante o primeiro dia de debates da nona Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Antes, o ministro havia conversado com a OAB sobre a importância da reforma política no país.

Comentários

comentários

Veja Também

Publicação da ata da convenção municipal do Partido da República

Publicação da ata da convenção municipal da comissão provisória de Maraú do Partido da República …

Deixe uma resposta

error: Conteúdo pertence ao grupo Maraú Notícias!