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Motta diz que CPI deve ouvir viúva de Janene antes de pedir exumação

Após dizer que pretendia solicitar a exumação do ex-deputado José Janene , morto em 2010, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito  (CPI) da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB) voltou atrás e disse que o colegiado deve ouvir antes a viúva de Janene, Stael Fernanda Janene.

“Nós vamos primeiro ouvir a senhora Stael e, ela provando com provas cabais que possam, na verdade, referendar que ele realmente morreu, a exumação deixa de ser necessária, mas o pedido [de exumação] vai continuar feito em não havendo outra prova que comprove isso”, disse o deputado.

A informação de que Janene está vivo foi questionado pela família do ex-deputado que acusou Motta de estar “mentindo”. A filha de Janene, Daniele Janene, negou que a sua mãe, Stael Janene tenha procurado o deputado para relatar ter dúvida sobre a morte do ex-deputado.

Após a reunião da CPI que ouviu o diretor-presidente da Camargo Correa, Dalton Avancini, Motta negou ter falado diretamente com a viúva e disse ter recebido a informação de uma fonte que precisa ser preservada. “Foi o compromisso que eu fiz com a pessoa que me trouxe a informação e a própria pessoa que me trouxe me disse que ela [Stael] disse em um certo momento que não tinha certeza de que ela havia morrido”, explicou Motta.

Motta afirmou que vai protocolar ainda nesta quarta-feira o requerimento com o pedido para a comissão avaliar se é necessário fazer a exumação. “Eu estou apenas cumprindo uma missão, entendo a dor da família, mas cabe a mim investigar”, insistiu.

O deputado negou ainda que o pedido de exumação possa abalar a credibilidade da CPI. “O que existe é apenas a informação [de que Janine não morreu]. A credibilidade da CPI não vai ser colocada em xeque, porque estamos aqui para saber se a informação é verdadeira ou não”, afirmou. “Se a informação não bater, ponto. Vamos seguir nossa vida”.

Réu no processo na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Janene morreu de infarto em 14 de setembro de 2010. Ele estava internado no Instituto do Coração de São Paulo desde o dia 4 de agosto e ficou inscrito na fila de espera para transplante de coração por três meses antes de morrer. Presidente do PP à época, Janene foi acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com Daniele Janene, o corpo de seu pai foi transladado para Londrina, no Paraná, e foi velado na Mesquita da cidade. “O caixão estava aberto e foi cumprido todo o ritual da religião dele – muçulmano. No cemitério, o corpo foi retirado do caixão e preparado pelos familiares para o sepultamento, onde foi envolvido em uma túnica conforme manda os preceitos da religião muçulmana para ser sepultado”, disse.

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