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Crise econômica não deve atrapalhar obras do São Francisco, diz governo

“Todos sabem que o Brasil vive um momento de ajustes na economia. Porém, no nosso ministério os impactos serão bem mais suaves, porque tratamos com muitos investimentos a longo prazo. Ou seja, não teremos cortes. Todos os programas serão preservados. Teremos apenas deslizamentos nos prazos”, disse Kassab.

As declarações otimistas de Kassab ocorreram durante audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas.

Menos enfático sobre o orçamento do ministério, o titular da Integração Nacional explicou que aguarda a reunião que definirá o orçamento, mas adiantou que o governo administrará a situação com os estados, municípios e empresas que realizam as obras de transposição do Rio São Francisco.

“Saberemos administrar com estados, municípios e empresas, de modo que as obras tenham seu curso e a gente possa passar por esse momento. A partir do ano que vem, as coisas devem ser aceleradas”. Occhi informou aos parlamentares que pretende entregar a obra até o fim de 2016. Em janeiro, ele havia declarado que as obras do São Francisco deveriam ser entregues no início do mesmo ano.

Gilberto Occhi excplicou que o êxito da transposição do São Francisco passa pela revitalização das bacias que compõe o rio, a maioria localizada em Minas Gerais e Bahia. Segundo ele, o governo federal já investiu R$ 1,7 bilhão no trabalho de revitalização.

O ministros da Integração Nacional, Gilberto Occhi, durante coletiva no Palácio do Planalto, fala sobre segurança hídrica no país (Wilson Dias/Agência Brasil)

Sobe a região Sudeste, Occhi esclareceu que o estado de São Paulo está com obras programadas, mas não deu detalhes. Segundo ele, obras em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem “dar uma resposta hídrica a esses três estados”.

Na audiência, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, demonstrou preocupação com o futuro dos recursos hídricos do país e sugeriu que o Brasil aprenda com a atual crise. “A crise tem conotações diferentes. Ela se estende por quatro anos na região do semiárido brasileiro e, pelo segundo ano consecutivo, atinge a região Sudeste. Ela nos possibilita uma avaliação crítica e alertar para questões que precisam ser adotadas futuramente.”

Segundo ele, uma das medidas seria repensar a relação da disponibilidade de água por habitante em um dia. Para Guillo, na região Sudeste cada habitante tem 211 litros de água disponíveis por dia. “Isso é muito ou pouco? Em alguns lugares, os níveis são iguais ou maiores, mas 211 litros por habitante/dia parece um nível muito elevado”, acrescentou.

“Aprendi com uma senhora no semiárido que a primeira coisa que a chuva lava é a memória da seca. Precisamos manter aceso esse aprendizado. A grande maioria dos países que passaram por secas e aprenderam com elas passou a usar indicadores”, concluiu.

 

 

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