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MP com novas regras para seguro-desemprego é recebida e tranca pauta do Senado

A Medida Provisória 665/15, que propõe novas regras para benefícios como seguro-desemprego e abono salarial, recebida ontem (12) pelo Senado, já está trancando a pauta da Casa e mais uma vez deve ser alvo de duros debates entre parlamentares e centrais sindicais.

“Se não houver alteração, minha posição é votar contra.

Vou ficar com as causas às quais sempre devotei, com minha consciência e com minha coerência”, adiantou o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais interlocutores do Senado com os sindicalistas.

Para Paim, o momento é muito difícil para aqueles parlamentares com história construída dentro do PT.

Segundo ele, a aprovação das medidas do ajuste fiscal dependerá da disposição do Executivo para continuar dialogando. Acrescentou que, entre as sugestões que irá propor, estará o fim do fator previdenciário defendido há anos por ele.

Outro senador que não acredita em aprovação fácil da proposta é Ricardo Ferraço (PMDB-ES). De acordo com Ferraço, o debate será “muito duro”. Ele avalia que a MP subtrai direitos trabalhistas e sociais do cidadão e que, nesse momento, o governo deveria ser solidário e “cortar na própria carne”.

Um dos mais otimistas é o relator da matéria, senador Paulo Rocha (PT-PA). Ele espera uma tramitação mais tranquila, tendo como base o que já foi discutido com o governo e com as centrais sindicais. “Os questionamentos são no sentido de melhorar o texto.”

Pela proposta em discussão, o empregado terá de comprovar mais tempo de trabalho para solicitar o seguro-desemprego. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisará, no primeiro pedido, comprovar 12 salários em 18 meses. No segundo requerimento, serão necessários nove salários em 12 meses.

Na regra atual, o cidadão precisa ter trabalhado apenas seis meses com carteira assinada para ter direito ao seguro pela primeira vez.

No caso do abono salarial, que hoje equivale a um salário mínimo, o texto prevê que o trabalhador que recebe até dois mínimos deverá ter trabalhado por três meses para ter direito ao benefício.

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