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Primeiro-ministro da Grécia está confiante em acordo com a União Europeia

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, durante reuniões hoje (4) em Bruxelas (Bélgica) e em Paris (França), demonstrou confiança em um acordo com a União Europeia para a renegociação da

dívida grega.

Durante encontro com o presidente francês, Francois Hollande, em Paris, Tsipras pediu à França para que assuma um papel de protagonista na mudança da política econômica da Europa. “Temos um programa que pode ser realista, que pode ser colocado em prática com nossos parceiros europeus. Nós queremos o diálogo; nós não somos uma ameaça para a Europa e a mudança política na Grécia pode ser uma oportunidade para a Europa e para a União Europeia [UE]”, disse o premiê.

Em seu discurso, Hollande sublinhou a importância da solidariedade entre os países da zona do euro, mas fez questão de ressaltar que a Grécia precisa assumir suas responsabilidades. “Somos responsáveis por uma moeda única, que não pertence a um país, mas a toda a zona do euro. Esforços tem que ser feitos para que essa moeda tenha a estabilidade necessária para ser respeitada [no mercado internacional]”, afirmou.

Pela manhã, Tispras reuniu-se, em Bruxelas (Bélgica), com os líderes das três instituições que integram a União Europeia: Jean-Claude Juncker (Comissão Europeia), Donald Tusk (Comissão Europeia) e Martin Schulz (Parlamento Europeu). Na ocasião, ele afirmou que buscará uma solução para os problemas econômicos da Grécia sem desrespeitar as regras da UE.

Tispras informou que, embora ainda não haja acordo, as negociações entre a Grécia e a União Europeia estão “em um bom caminho”. “Tentaremos fazer nosso melhor para encontrar uma solução comum, viável e mutuamente aceitável para nosso futuro”.

O primeiro-ministro grego e o ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, fizeram, esta semana, uma série de reuniões nas principais cidades europeias em busca de apoio para uma renegociação da dívida externa do país, estimada em R$ 700 bilhões.

O recém-eleito governo grego deixou claro que pretende encerrar o acordo atualmente em vigor com a chamada “troika”, composta pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, e negociar uma redução da dívida do país. Varoufakis acredita que, se for dado à Grécia um prazo até o fim do mês para preparar propostas, um acordo realista seria possível seis semanas depois.

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