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Empresas japonesas aumentam precauções após ameaças do Estado Islâmico

As empresas japonesas com operações no Oriente Médio aumentaram as precauções após o sequestro e a execução de dois reféns japoneses pelo Estado Islâmico. No fim de semana, o grupo

lançou ameaças contra o governo e cidadãos do país asiático.

A imprensa japonesa informa hoje (3) várias medidas implementadas por essas empresas diante do receio de que seus trabalhadores sejam alvo de sequestro pelo grupo jihadista, que divulgou um vídeo, no fim de semana, no qual supostamente mostra a execução do jornalista Kenji Goto.

Uma das empresas é a Mitsubishi Electric, que comercializa elevadores em países como a Arábia Saudita e o Kuwait e que proibiu os seus empregados de viajarem para o Iraque.

“No entanto, não há nenhuma alteração no que diz respeito à nossa política de designar o Oriente Médio como um mercado-chave”, disse o diretor executivo da empresa, Akihiro Matsuyama. Ele disse que o crescimento na região continua a ser uma prioridade.

A empresa farmacêutica Takeda, que opera na área a partir da sua sede em Dubai, publicou na intranet um guia com recomendações de segurança para os empregados, informou hoje o diário econômico Nikkei.

A empresa de tecnologia Hitachi, que tem empregados locais e japoneses na Turquia, pediu-lhes que não viajem para a Síria e para áreas na fronteira da própria Turquia, do Iraque ou Líbano.

A empresa de prospecções JX Nippon Oil & Gas Exploration, que tem unidades nos Emirados Árabes Unidos, também divulgou nota interna pedindo a seus trabalhadores que evitem “viagens desnecessárias”.

A Sumitomo Chemical, que opera com um sócio local uma central petroquímica na Arábia Saudita, fez um pedido semelhante aos empregados.

No dia 20 de janeiro, pouco depois de o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ter anunciado uma doação para os países que acolhem refugiados das ações do Estado Islâmico, o grupo exigiu de Tóquio US$ 200 milhões para poupar a vida de Goto e de outro cidadão japonês, Haruna Yukawa, sequestrados em julho e outubro.

O grupo supostamente executou os dois reféns. No mais recente vídeo divulgado, acusou o primeiro-ministro japonês de ter embarcado “em uma guerra que não pode ganhar” e ameaçou matar cidadãos japoneses “onde quer que estejam”.

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