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Alexis Tsipras toma posse como primeiro-ministro grego

Alexis Tsipras tomou posse hoje (26) como primeiro-ministro da Grécia, após a vitória nas eleições legislativas do seu partido, o Syriza, neste domingo (25), que fechou uma aliança de governo com

os nacionalistas Gregos Independentes. O novo primeiro-ministro prestou juramento perante o chefe de Estado grego, Karolos Papoulias.

“Senhor presidente, juro que aplicarei a Constituição e as leis e que trabalharei sempre pelo interesse geral do povo grego”, disse Tsipras, que assinou assinou o decreto de nomeação com Papoulias. Em seguida, o líder do Syriza saiu da sala saudando os repórteres de imagem com a mão sobre o coração.

O líder do Syriza, Alexis Tsipras cumprimenta jornalistas depois do juramento como primeiro-ministro grego

Novo premiê grego cumprimenta jornalistas após juramentoAgência Lusa/Yannis Kolesidis/direitos reservados

Antes, numa reunião com o presidente, Tsipras disse ter conversado com o líder dos Gregos Independentes, Panos Kammenos, que lhe assegurou que o partido “dará voto de confiança ao governo”. “A maioria absoluta requerida existe”, disse ele, acrescentando esperar que essa maioria se amplie “ainda mais” na votação da equipe governamental.

O Syriza conquistou 36,34% dos votos nas eleições gerais de domingo, ganhando 149 lugares no Parlamento, dois a menos que o necessário para a maioria absoluta. Os Gregos Independentes obtiveram 4,75% dos votos, elegendo 13 deputados.

A aliança, acordada hoje de manhã, tem sido descrita por analistas como peculiar, dado que os dois partidos apenas partilham a oposição à “troika” de credores – União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional – que acusam de ter provocado uma crise humanitária no país.

Tsipras, de 40 anos, quebrou a tradição destas cerimônias ao prestar juramento sem gravata, como habitualmente se apresenta. Por ser ateu, Tsipras também não prestou juramento religioso perante o líder da Igreja Ortodoxa grega, antes de se apresentar ao presidente.

O líder do Syriza fez, no entanto, uma visita ao arcebispo para lhe comunicar pessoalmente por que não prestaria o juramento religioso, mas garantiu que “as relações entre a Igreja e o Estado serão mais importantes que no passado”, sublinhando “o papel muito importante da Igreja” em matéria de solidariedade.

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