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Protestos contra o governo do Egito deixam 11 mortos e 30 feridos

Pelo menos 11 pessoas morreram e 30 ficaram feridas hoje (25) no Egito, dia em que se comemora o quarto aniversário do início da Primavera Árabe. A revolta de 2011

levou à destituição do presidente Hosni Mubarak.

Citando o Ministério da Saúde, o site do diário estatal Al-Ahram afirmou que os confrontos entre manifestantes e policiais no Cairo resultaram em 11 mortos e 30 feridos.

De acordo com o jornal, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e disparou para dispersar centenas de manifestantes que gritavam slogans hostis contra islamitas e novas autoridades. Eles tentavam chegar à Praça Tahir, epicentro da revolução.

Os partidários do antigo presidente islamita Mohamed Mursi protestavam contra Abdel Fattah al-Sissi, ex-chefe do Exército e atual chefe de Estado. Ontem (24), uma manifestante egípcia foi morta pela polícia, durante protesto na Praça Tahrir.

As manifestações que obrigaram Mubarak a deixar o poder começaram em 25 de janeiro de 2011. Al-Sissi foi eleito em maio, com mais de 90% dos votos, depois de ter destituído Mursi, em julho de 2013. Ele tem apoio de grande parte da opinião pública, cansada de quatro anos de instabilidade política e de crise econômica.

No entanto, seus detratores acusam-no de ter instaurado um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak, reprimindo a oposição islâmica e laica.

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