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ONU condena ataque a palácio presidencial do Iêmen

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o ataque de rebeldes houthis, hoje (20), ao palácio presidencial do Iêmen e manifestou apoio ao chefe de Estado iemenita,

Abdrabuh Mansur Hadi. Em declaração adotada por unanimidade, o conselho diz que o presidente é a autoridade legítima do país e que a população e os demais atores políticos devem apoiá-lo, assim como seu governo, para “continuar levando o país pelo caminho da estabilidade e da segurança”.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança exigiram cessar-fogo total e a retomada do diálogo, sem ameaçar com sanções. O governo de Hadi tem sido um aliado importante dos Estados Unidos, permitindo que agentes norte-americanos mantenham ataques contra militantes da organização terrorista Al Qaeda no Iêmen.

Os membros da milícia xiita conhecidos como houthis atacaram hoje o complexo presidencial e a residência de Hadi, na capital do país, Sana. O líder da milícia, Abdel Malik Al Huthi, disse, na noite de hoje, depois da manifestação da ONU, que seu grupo está preparado para enfrentar “qualquer medida” que seja adotada pelo conselho das Nações Unidas.

“Digo ao Conselho de Segurança da ONU: vocês não retirarão qualquer vantagem de qualquer medida que queiram adotar”, disse Al Huthi em discurso transmitido pela televisão. “Estamos preparados para enfrentar as consequências, quaisquer que sejam”. O Conselho de Segurança decretou, em novembro de 2014, sanções contra dois dos comandantes militares da milícia xiita e também depôs o então presidente, Ali Abdullah Saleh, que é acusado de apoiar os rebeldes.

Al Huthi, de apenas 33 anos, fez várias exigências ao governo: a reforma da comissão nacional, a revisão da Constituição para a conciliação e o fim das diferenças políticas. Em uma hora e 15 minutos de discurso na TV, ele também exigiu a promoção da participação dos houthis no processo político, “independentemente de quem isso incomode, dentro ou fora do país”, e insistiu na necessidade de pôr fim à insegurança e aos “perigos que ameaçam” o Iêmen.

*Com informações da Agência Lusa

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