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São Paulo já registra 563 casos de dengue contraída no município em 2015

A cidade de São Paulo registrou 563 casos autóctones (doença contraída no município) de dengue, nas seis primeiras semanas deste ano, número quase duas vezes e meia superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 214 casos.

Ainda não houve confirmação de óbitos, mas a morte de uma mulher no dia 28 de janeiro está sendo investigada.

O balanço foi apresentado na tarde de hoje (26), na sede da prefeitura paulistana, pelo secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini.

Neste período, informou Puccini, 2.708 casos de dengue foram notificados em todo o município. No mesmo período do ano passado foram notificados 1.440 casos: “Como era esperado, a ocorrência de dengue está mais intensa do que no ano passado”, disse o secretário, em entrevista coletiva. “As piores semanas ainda estão por vir. No ano passado, o pico foi na 16a semana. E esta é uma tradição no município de São Paulo. Mas este ano pode haver uma antecipação”.

A razão disso, segundo Puccini, é dupla: uma climática, pelo calor muito intenso, que favorece e intensifica a reprodução do mosquito; a outra, é a falta de água e o armazenamento inadequado da água, sem tampar adequadamente o recipiente “, disse o secretário.

A maior incidência da doença ocorre na zona norte da capital, principalmente na região do Jaraguá (com 92 casos registrados), seguindo-se Brasilândia (82 casos) e Limão (40 casos). O fato de a doença ter sido maior na zona norte, pode ter sido provocado, segundo o secretário, pela falta de água. “Há uma coincidência [o fato de esta ser uma das regiões que mais tem sofrido com falta de água no município]. Por isso essa é uma hipótese, de que isso [a falta de água] possa ter contribuído de forma significativa”, disse ele, acrescentando que o fato está sendo estudado pela prefeitura.

“Temos um estudo de campo, que devemos apresentar nos próximos dias, identificando e mapeando os lugares em que está ocorrendo a maior reprodução do mosquito. Em geral, são intradomiciliares, dentro das casas, com presença de reservatórios de água com larvas”, segundo o secretário.

Para combater a dengue, disse Puccini, a prefeitura tem feito ações de nebulização e prevenção. No entanto, ressaltou, é preciso que a população contribua, já que a maioria dos criadouros do mosquito estão dentro de casa. “Armazenar água é um direito da população diante de um sofrimento que é a falta de água. Mas, seja qual for o recipiente em que for fazer isso, proteja-o, telando [colocando tela] ou tampando-o adequadamente”.

Caso sejam identificadas larvas dentro destes recipientes, disse o secretário-adjunto, é importante tirar toda a água e também lavar o recipiente porque “às vezes os ovos ficam colados nas paredes dos recipientes”. A prefeitura também pode ser notificada por meio do telefone 156.

A estimativa da secretaria é de que, até o final deste ano, o município registre 90 mil casos de dengue, número bastante superior ao registrado no ano passado, com 28.995 casos. “É muita dengue. É uma taxa de incidência elevada, mas não será, certamente, das maiores do país e nem do estado de São Paulo”, acrescentou o secretário.

Quanto ao vírus chikungunya, Puccini informou que nenhum caso autóctone da doença foi registrado em São Paulo, mas apenas quatro importados, de países da América Latina. “Preocupa muito a possibilidade de ocorrência de chikungunya. É o mesmo mosquito que está circulando e falta ele picar uma pessoa com chikungunya para se habilitar a transmitir a doença. Esta é uma doença mais dolorida para a pessoa e que pode se prolongar por seis meses ou mais. A gravidade é muito semelhante à da dengue, mas ela tem essa particularidade, que é uma dor prolongada, com grande sofrimento para a pessoa”.

 

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