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Entidades fazem campanha no Rio em defesa da Petrobras e da soberania nacional

O movimento Aliança pelo Brasil e pela Soberania Nacional foi lançado hoje (25) por um grupo de entidades, na sede do Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro. O presidente da entidade, Francis Bogossian, disse que a ideia é defender a Petrobras, sem no entanto esquecer as investigações sobre os casos de corrupção na estatal e as punições necessárias.

“Não tem crime que possa penalizar o filho por um erro cometido pelo pai. Se tem erros na Petrobras, que esses erros sejam apurados, como estão sendo, e comprovados, que os culpados sejam punidos”. Não se pode atrapalhar, porém, o desenvolvimento da Petrobras, a maior empresa do Brasil, disse ele.

Bogossian destacou que é preciso também preservar a engenharia nacional, muito atingida desde que começaram a ser divulgados os desvios na empresa. Ele reafirmou que os culpados devem ser punidos, mas ressaltou que já ocorre o fechamento de empresas, por falta de serviço que deixou de ser contratado pela Petrobras. “Nós vamos desempregar não só os engenheiros. Vamos desempregar o pessoal de nível superior, de nível médio e também o menos favorecido, que é aquele que precisa do salário para comer”, indicou.

Para o presidente do Clube de Engenharia, “os contratos estancados devem ser retomados. Deve-se apurar, e se não existe irregularidade no contrato ele continua. Se existe irregularidade, tira aquela empresa e chama outra brasileira, ou que seja associada com uma estrangeira, se for necessária”, analisou.

O diretor do Instituto Luiz Alberto Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, concorda que a Petrobras tem que retomar os investimentos, mas ponderou que precisa ser de maneira responsável. “Tem que produzir petróleo, é o que ela está fazendo. Tem que acabar as refinarias, é o que ela não está fazendo. Enfim, tem que produzir e servir ao Brasil. Ela tem que ser realista e verificar o que pode e o que não pode. Quais são os recursos de que dispõe, qual é o capital que pode levantar, quais são as funções técnicas que ela tem. Isso pode obrigar a redução de investimento por um tempo”, comentou.

Pinguelli acrescentou que o movimento Aliança pelo Brasil e pela Soberania Nacional tem as características de envolver as diversas categorias ligadas ao setor de petróleo e ao setor de tecnologia, e os dois envolvem muitas pessoas no Brasil. Para ele, a partir do encontro desta quarta-feira podem ocorrer outras ações de defesa da democracia, tais como a existência de um governo constituído, que deve ser defendido, em nome da democracia, segundo Pingelli Rosa. Citou também a defesa da Petrobras e a separação dos corruptos, que têm que ser punidos, mas a ideia é de que a empresa deve ser preservada, acrescentou.

O secretário-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio e da Federação Nacional dos Petroleiros, Emanuel Cancella, adiantou que as entidades envolvidas na campanha já programam outras manifestações em defesa da Petrobras. “Vamos combinar atos em ambientes fechados como aconteceu hoje [no Clube de Engenharia] e ontem (24) na Associação Brasileira de Imprensa, com atos nas ruas. No dia 13 estaremos nas ruas, em todo o Brasil, defendendo a soberania nacional e a Petrobras, revelou.

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