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Chuvas causam morte e estragos na Grande São Paulo

As chuvas que atingiram a capital paulista e região metropolitana ontem (16) causaram uma morte, além de muitos estragos. Uma árvore de grande porte caiu sobre um veículo, no Jardim Umuarama,

município de Osasco, devido à forte precipitação. Um dos ocupantes, um homem de 21 anos, morreu.

Na zona leste da capital, uma pessoa foi eletrocutada na manhã de hoje (17) numa área alagada no Jardim Helena. A Polícia Militar (PM) informou que o acidente ocorreu em uma área energizada em razão da enchente que tomou conta da região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi encaminhada à Unidade de Atenção Primária à Saúde Santa Marcelina, no bairro de Itaim Paulista. A assessoria de imprensa do hospital não foi encontrada no telefone informado pela instituição e o estado de saúde do paciente, portanto, não foi confirmado.

Ainda na zona leste, um trecho alagado na Rua Ambua, bairro de Vila Itaim, permanece intransitável nesta tarde. Algumas casas foram invadidas pela água e os moradores precisaram suspender os móveis. O alagamento foi provocado pela cheia do Rio Tietê.

A região da subprefeitura de São Miguel Paulista, que inclui o Jardim Helena, Vila Romano e Vila Itaim, entre outros, permanece em estado de alerta desde a noite de ontem, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A região faz divisa com o município de Itaquaquecetuba, bairro Jardim Fiorelo, e os seus moradores também estão sofrendo com os alagamentos. A quadra da Escola Estadual José Barbosa de Araújo está embaixo d’água.

A prefeitura de São Paulo informou, em nota, que o projeto de construção do pôlder (terreno protegido por diques contra inundações) da Vila Itaim é responsabilidade do governo do estado. “Em 2013, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad estiveram juntos no local e anunciaram as obras do pôlder. Entretanto, até o momento o governo do estado não apresentou o projeto da obra, a despeito de inúmeras reuniões realizadas e de apelos insistentes da Prefeitura.”

A prefeitura afirmou que, sem o projeto, não há como remover as famílias do local. “São duas as razões: primeiro não há como remover toda a população da Vila Itaim. É preciso saber o tamanho e o local do pôlder para remover apenas as famílias atingidas. E, depois, se a população for retirada muito antes da realização das obras, outras famílias ocuparão aquelas habitações”, completa.

O governo do estado respondeu, em nota, que a inundação de hoje na Vila Itaim é resultado da ocupação indevida da várzea do Tietê, área sempre ocupada pelo rio nas cheias. De acordo com o texto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) firmou convênio com a prefeitura para construção de um sistema de pôlder, com reservatório e bombas, a fim de diminuir os riscos de enchentes. “A obra aguarda o reassentamento, pela prefeitura, de 280 famílias de áreas invadidas. O projeto básico está pronto e foi entregue ao município em 2013. No Jardim Romano, o pôlder feito pelo Daee em operação desde 2011 evitou inundações.”

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