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Bloco Embaixadores da Folia faz hoje o que pode ser seu último desfile

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A Sociedade Carnavalesca Embaixadores da Folia da Cidade Maravilhosa faz esta noite (13) seu décimo-quinto desfile, “e talvez o último”, disse hoje (13) o presidente da

agremiação, Cláudio Cruz.

No ano passado, o bloco fez uma campanha na internet de crowdfunding (financiamento coletivo) para arrecadação de fundos. O objetivo, conforme expôs diretores do bloco na ocasião do lançamento da campanha, era garantir que a sociedade carnavalesca permanecesse “firme na sua trincheira de luta pelo autêntico carnaval do Rio de Janeiro, oferecendo aos foliões a oportunidade de conhecer o carnaval que os nossos pais e avós ajudaram a construir e nos deixaram como legado”.

A meta era conseguir R$ 30 mil, mas o total arrecadado não chegou nem à metade desse valor. “Conseguimos uma parte muito pequena do dinheiro. Mas outras pessoas que não deram [na campanha] estão chegando agora aqui e contribuindo. Elas estão conosco há muitos anos e sabem do nosso trabalho. Isso aqui não é comércio. É paixão pela cultura”, disse Cláudio Cruz.

Ele informou que na concentração do bloco, o pessoal estava “fazendo vaquinha” para pagar aos 45 músicos, que receberão mais de R$ 11 mil. “Os músicos têm que receber hoje”. O presidente deu um cheque pré-datado para a próxima semana, para pagar o carro de som.

Como hoje é sexta-feira 13, os participantes do bloco trouxeram uma kombi cheia de arruda para fazer uma limpeza geral na cidade “e o carnaval sair bonito”, disse Cruz. Como fazem tradicionalmente, os músicos abrirão o desfile tocando Cidade Maravilhosa. Diante porém da atual crise hídrica, farão um alerta ao governo e à população para que cuidem da água, tocando quatro marchinhas que falam da necessidade do líquido para os foliões. “E sem água, não tem cerveja”, brincou o presidente da agremiação.

Cruz avaliou que o carnaval atualmente está ficando descaracterizado com músicas sem qualquer relação com as marchinhas e o samba. “O carnaval está ficando para Preta Gil [cantora, filha do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil], para Beatles, para Rollings Stones. E as marchinhas e os sambas vão ser jogados fora”.

Ele lamentou que hoje, quando a agremiação comemora 15 anos de desfiles, deveria ser um dia de muita alegria e não o sinal de encerramento do bloco. “Estou me preparando para isso, porque não vou ficar botando meu dinheiro para encher a burra de músicos estrangeiros no meu país”.

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