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Frescobol faz 70 anos e vira patrimônio imaterial do Rio de Janeiro

Esporte que comemora 70 anos de criação neste ano, o frescobol foi reconhecido hoje (9) como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro e a prática, declarada patrimônio cultural pelo prefeito Eduardo

Paes. Após estudos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), o reconhecimento considerou o frescobol como parte do estilo de vida do Rio e associado à paisagem cultural das praias da cidade.

O esporte entra para uma lista de bens imateriais que já conta com a bossa nova, as escolas de samba, os blocos carnavalescos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, entre outros. Criado em1945 nas areias de Copacabana, por Lian Pontes, morador do bairro, o frescobol é um esporte praticado nas principais praias cariocas. Semelhante ao tênis, mas sem o uso de rede, duas pessoas usam raquetes de madeira para rebater a bola com o único objetivo de não deixá-la cair.

Para o presidente da Associação Brasileira de Frescobol, Antônio Filho, o reconhecimento do esporte como patrimônio imaterial é um presente para a cidade e abre muitas possibilidades de projeto. “É um reconhecimento para o Rio de Janeiro, porque a cidade se apropria de um bem que é dela e deve se orgulhar de ter o frescobol, nascido aqui, como patrimônio. Isso vai agregar a mídia, a sociedade, e vai abrir espaço para fazermos projetos sociais nas escolas, com grupos de idosos, de pessoas especiais e outros. O frescobol é esporte que abre muitas possibilidades. É um presente para cidade”, disse ele.

Sucesso nas praias do Rio, o esporte passou a ter regras. Desde 2009, visando à segurança e a um melhor convívio entre os praticantes do frescobol e os banhistas, a prefeitura estabeleceu que o esporte não pode ser praticado na beira do mar entre as 8h e as 17h. Estudos feitos pelo IRPH resultaram em um vídeo produzido por atletas e praticantes do esporte que defenderam a importância do frescobol no cotidiano da cidade. Durante o levantamento de dados sobre a prática do frescobol, o instituto constatou que as principais praias onde o esporte é praticado são a da Bica, na Ilha do Governador, do Flamengo, de Copacabana, do Diabo, no Arpoador, do Pepê e Posto 7, na Barra da Tijuca, e Posto 9, no Recreio dos Bandeirantes.

Para o presidente do IRPH, Washington Fajardo, além de esporte, o frescobol é lazer, é reunião social. “[O frescobol] está no DNA do Rio de Janeiro e faz parte do modo de vida e do estilo da cidade”,disse Fajardo. Ele lembrou que, com a comemoração dos 450 anos do Rio, é necessário preservar a memória cultural, por meio de modos de expressão e de celebração dos cariocas.

A cidade do Rio de Janeiro tem 57 bens imateriais chancelados pelo município. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados patrimônio imaterial práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

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