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Mais polícia na rua ajuda a diminuir mortes por ação policial, diz secretário

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defende um efetivo maior da Polícia Militar (PM) nas ruas para evitar que ocorram mais mortes provocadas por ação

policial. “Como vamos tratar isso: policiamento de mais alta intensidade. Mais policiais chegando nas ocorrências. Isso é tendência mundial e tende a evitar mais conflito”, declarou ao participar, hoje (30), da formatura de 921 novos sargentos, na capital paulista. Ele disse que os casos em que houver desvio de conduta serão “duramente apenados”.

Rio de Janeiro - Na tarde de hoje (25), o Exército chegou ao 22 Batalhão da Polícia Militar, na favela Nova Holanda, no conjunto de favelas da Maré, zona norte da capital fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Para secretário de Segurança, mais polícia nas ruas evitam mortes provocadas por ação policialTomaz Silva/Agência Brasil

Relatório divulgado ontem (29), pela organização internacional Human Rights Watch (HRW), destaca que as mortes provocadas pela polícia paulista cresceram 97% no ano passado. O número passou de 369, em 2013, para 728, em 2014. Para o secretário, no entanto, é preciso verificar o quanto este número representa em termos percentuais em relação às ocorrências em que houve confronto. “Se compararmos os conflitos, troca de tiros entre polícia e bandidos, as mortes resultantes em 2013 representam 13% e as de 2014, 17%”.

Durante a divulgação do relatório da HRW, a diretora da entidade no Brasil, Maria Laura Canineu, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 4.417/2012, que acaba com o auto de resistência, em tramitação no Congresso Nacional. “Documentamos muitas situações em que as mortes são verdadeiras execuções extrajudiciais, em que a polícia mata e obstrui a cena do crime, registrando as mortes como resistência advinda de tiroteios, confrontos”, declarou. De acordo com ela, a aprovação do projeto fará com que as investigações sejam completas em qualquer caso de morte por intervenção policial.

O comandante-geral da PM, coronel Ricardo Gambaroni, avalia que este aumento [de confronto armado entre policiais e bandidos] se deve ao fato de que a polícia está chegando mais rapidamente às ocorrências. “A iniciativa do confronto é sempre do criminoso. O objetivo da PM é preservar a vida, inclusive a do criminoso. Ele vai responder perante a Justiça. Mas, naquele momento, se ele agredir a polícia, o policial vai ter que se defender”, declarou. O coronel acrescentou que três policiais foram baleados neste ano, um deles morreu ontem.

O PM morto é Diego Felipe Soares da Silva, 28 anos, alvejado durante ação policial, na terça-feira (27), em uma tentativa de assalto a uma agência bancária na zona leste da capital. Ontem (29), policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram quatro homens suspeitos de terem participado deste homicídio. Moraes informou que os PMs chegaram ao local por uma denúncia anônima e encontraram seis mulheres em uma casa, onde havia metralhadoras e fuzis do mesmo tipo que matou o policial. “Isso vai ser analisado. Pedi ao Instituto de Criminalística para ver se são os mesmos”, informou.

As mulheres foram presas e indicaram uma casa ao lado, onde os quatro homens foram mortos. “Segundo o BO [Boletim de Ocorrência], [os policiais] foram recebidos a tiro. Na troca de tiros, três morreram na hora e um a caminho do hospital. Isso tudo vai ser apurado”, informou.

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