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Aeroportos do país registram atrasos e cancelamentos em dia de protesto

Aeronautas e aeroviários fazem paralisação no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Aeronautas e aeroviários fazem paralisação no Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek (Elza Fiuza/Agência Brasil)Elza Fiuza/Agência Brasil

Em dia de paralisação de aeronautas e

aeroviários no início da manhã de hoje (22), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou, até as 10h, 148 voos domésticos atrasados (19,5% do total) e 66 cancelados (8,7% do total), dos 760 programados.

Os aeroviários e aeronautas pedem aumento de 8,5% nos salários e benefícios, melhores condições de trabalho e estabelecimento de piso salarial para os agentes que fazem o check-in, entre outras reivindicações. A proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) inclui reajuste de 6,5% para os salários e de 8% para alguns benefícios.

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, dos 36 voos domésticos programados, 20 estavam atrasados. Em Curitiba, o Aeroporto Internacional Afonso Pena registrou 11 voos atrasados dos 35 previstos. No Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz, dos 15 voos domésticos previstos, seis estavam em atraso. No Aeroporto Internacional de Salvador – Deputado Luis Eduardo Magalhães, sete voos estavam atrasados dos 46 programados.

Em nota, a Abear informou que a paralisação dos trabalhadores teve, em consequência das ações gerenciais adotadas pelo setor, impacto mínimo para os passageiros. “No entanto, ainda assim o movimento causou impacto em mais de 20% da operação prevista, não garantindo um efetivo mínimo de 80% dos colaboradores, estabelecido pelo Judiciário. Honrando seu compromisso de transportar os brasileiros com segurança e qualidade, as companhias aéreas estão normalizando as operações e adotando as medidas judiciais cabíveis”, acrescentou.

Ontem, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que aeronautas e aeroviários mantenham 80% do pessoal trabalhando durante a paralisação.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho, a categoria quer melhores condições de trabalho e escalas mais justas, como, por exemplo, a redução do número de madrugadas consecutivas trabalhadas, que pode chegar a cinco, e maior número de folgas. Ele informou que os aeronautas podem ficar até 22 dias fora de casa, com oito dias de folga no mês.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), vinculada à Central Única dos Trabalhadores, os sindicatos farão assembleias hoje às 15h. Amanhã (23), às 14h, ocorrerá audiência de conciliação entre a Fentac e o Snea no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.

*Colaborou Katiana Rabêlo, repórter do Radiojornalismo

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