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Ouvidor considera suspeita morte de homem baleado pela polícia em São Paulo

O ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Júlio César Fernandes, classificou como suspeita a abordagem que resultou na morte de um motorista na madrugada de ontem, (28) na zona leste da capital paulista. Júlio Cesar Alvez Espinoza, de 24 anos, morreu ao levar um tiro na nuca, durante perseguição que envolveu policiais militares e guardas civis metropolitanos de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Na versão apresentada no boletim de ocorrência registrado no 56º Distrito Policial de São Paulo, Espinoza não obedeceu a uma ordem de parar e fugiu. Durante a perseguição, que ultrapassou a divisa entre São Caetano e a capital, os agentes envolvidos dizem que ele fez disparos contra as viaturas. O gol prata que Espinoza dirigia só parou ao colidir com o portão de uma empresa.

Os policiais afirmam que encontraram um revólver e duas porções de cocaína no veículo. O caso foi registrado como resistência, porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo e tráfico de drogas. Depois do tiroteio, o Espinoza foi encaminhado para o Hospital da Vila Alpina.

“A família acusa [os policiais] de execução e a gente quer que seja investigada essa possibilidade”, disse o ouvidor. De acordo com Fernandes, há indícios de que a cena do crime foi alterada. “Mexeram na cena do crime. Retiraram um monte de cápsulas. A chave não estava na ignição, estava no banco do carona. Alguém mexeu, porque o morto não tinha como tirar a chave da ignição”, ironizou o ouvidor das polícias paulistas.

Além disso, há, na opinião de Fernandes, algumas inconsistências na versão apresentada pelos policiais e guardas civis. “É muito tiro para uma pessoa reagir com um revólver”, ressaltou, sobre as 16 perfurações encontradas no carro dirigido por Espinoza, fora o tiro fatal na nuca do motorista.

Ainda que a história se confirme, o ouvidor vê irregularidades na conduta dos agentes: “Foi uma abordagem completamente errada. A perseguição não poderia ocorrer daquela forma, atirando. Estava colocando em risco outras vidas, de inocentes”.

A família espera que o corpo de Espinoza seja liberado para o velório ainda hoje. Segundo o tio dele, Geraldo Alves faltava resolver alguns trâmites burocráticos para que houvesse a liberação do Instituto Médico Legal. O sepultamento deve ocorrer amanhã (30), no Cemitério da Vila Alpina, zona leste da capital.

A Corregedoria da Polícia Militar disse que está investigando o caso para individualizar a conduta dos envolvidos. “Até o momento, quatro policiais militares foram afastados do trabalho operacional e cumprem expediente administrativo na Corregedoria. A Polícia Civil também investiga o fato”, diz o comunicado do órgão”.

A Secretaria Municipal de Segurança da Prefeitura de São Caetano do Sul também informou, por meio de nota, que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal (GCM) instaurou um procedimento para apurar o caso.


fonte: Agência Brasil

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