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Ex-conselheiro nega participação em esquema de compra de sentenças do Carf

O ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Leonardo Siade Manzan, negou hoje (28) ter envolvimento no esquema de compra de sentenças do órgão e afirmou que o dinheiro em espécie – R$ 1,5 milhão – apreendido por agentes da Polícia Federal em sua casa foi pago como honorários advocatícios. “Esse dinheiro já está devidamente declarado na Receita Federal, com origem comprovada, e tudo isso está na Justiça”, afirmou, em depoimento à CPI que investiga irregularidades nas decisões do Carf, responsável por julgar recursos de empresas autuadas pela Receita Federal.

Manzan foi convocado a pedido dos deputados Joaquim Passarinho (PSD-PA) e Ivan Valente (Psol-SP) por ser sócio da SBS Consultoria Empresarial, empresa que, segundo a Polícia Federal, foi usada para “dissimular atividades criminosas”, como corrupção de conselheiros e lavagem de dinheiro do esquema. Segundo os parlamentares, o fato de ser genro do ex-presidente do órgão, Otacílio Cartaxo, apontado pela PF como um dos principais integrantes do grupo, suspeito de operar o esquema de venda de decisões do colegiado, “conferia a Manzan grande prestígio e influência dentro do Carf’”, afirmou Valente. Mas, durante o depoimento, o advogado afirmou que sua relação é de “genro e sogro”.

O segundo a ser ouvido pela CPI nesta terça-feira, Hugo Rodrigues Borges, ex-funcionário do escritório J. R. Silva Advogados, pertencente ao ex-conselheiro do Carf, José Ricardo, admitiu que fazia saques de quantias altas, em torno de R$ 500 mil, pelo escritório. “O estranho é que o escritório vivia sem dinheiro para pagar contas, apesar de todos estes saques”, ressaltou.

Borges disse ainda que não lembra da presença de políticos no escritório e disse que sua sala ficava no subsolo. Ele afirmou que a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra e o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, frequentavam o local.

Deflagrada em março pela Polícia Federal (PF), a Operação Zelotes investiga organizações que influenciavam e corrompiam integrantes do Carf. Dessa forma, manipularam trâmite e resultado de processos e julgamentos envolvendo empresas interessadas em anular ou diminuir os valores dos autos de infrações emitidos pela Receita Federal.

*Com informações da Agência Câmara


fonte: Agência Brasil

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