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Movimento Vem pra Rua organiza ato com painel pelo impeachment no Rio

O movimento Vem Pra Rua organizou uma manifestação que começou no fim da tarde de hoje (4), na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. De acordo com a estilista Adriana Baltazar, líder do movimento, o ato chamado de Muro da Vergonha foi marcado para divulgar a posição dos parlamentares em relação ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “A gente acredita que há razões suficientes e legais para isso, e a gente vai cobrar o voto deles a favor do impeachment”, disse.

 

Rio de Janeiro - Manifestantes a favor do impeachment fazem ato na Cinelândia com telão que divulga nomes dos parlamentares que não apoiam processo contra a presidenta Dilma Rousseff (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Manifestantes a favor do impeachment fazem ato na Cinelândia com telão que divulga nomes dos parlamentares que não apoiam processo contra a presidenta Dilma Rousseff  Fernando Frazão/Agência Brasil

Os nomes e as fotos dos parlamentares da bancada do Rio de Janeiro, no Congresso, foram exibidos em um telão de led de 6 metros por 8 metros, armado junto à calçada da Câmara Municipal. Os que não apoiam o afastamento da presidenta apareciam no telão com a palavra ‘contra’ em vermelho, os que ainda não se decidiram eram mostrados como ‘indecisos’, com a palavra em laranja. Do alto do carro de som, os organizadores reforçavam as posições, segundo eles, para que os parlamentares não consigam qualquer voto, nem para síndico.

No alto do carro de som, Adriana Baltazar disse que o movimento Vem Pra Rua não tem candidato, e não acha que o vice-presidente Michel Temer seja um salvador da Pátria, caso assuma a Presidência da República. “O Vem Pra Rua não tem candidato. O Vem Pra Rua é a favor do Brasil”, ressaltou.

O primeiro-tenente Nogueira, do 5º Batalhão da Polícia Militar BPM), que estava no comando dos policiais militares (PMs) no local, calculou que cerca de 150 pessoas participavam do ato, por volta das 18h30. Ele disse que como a expectativa era de uma manifestação tranquila não foi necessário montar esquema muito grande, e apenas dois veículos da PM com quatro policiais, cada, estavam na Cinelândia. “Quando não tem deslocamento não precisa ter mais policiais. Os organizadores avisaram que seria só aqui. Estamos só na segurança deles mesmos”, completou. Os organizadores não calcularam o número de participantes.

Entre os manifestantes, o morador de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, Vilson Alves, 56 anos, estava vendendo o boneco inflável com a imagem do ex-presidente Lula vestido de presidiário, chamado de Pixuleco, cada um ao preço de R$ 10. Mas, apesar de vender o boneco, Vilson disse que não é a favor do impeachment. O vendedor revelou que um dos quatro filhos dele tem hidrocefalia cerebra,l e por isso foi sorteado com um imóvel do Programa Minha Casa, Minha Vida, além de receber o Bolsa Família. “Sou contra. Tudo que ela está fazendo, está beneficiando os pobres. Eu sou contra, sinceramente”, afirmou. “Venho aqui só para arrumar um dinheirinho e ir embora para casa”, completou.

O morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Luiz Heleno da Silva, de 45 anos, é vendedor há 20 anos, e hoje, novamente, levou dois isopores de bebidas para vender na manifestação. Ele esteve, no dia 13 de março, em Copacabana, no ato em favor do impeachment, e nas manifestações em defesa da democracia, nos dias 18, na Praça XV, e no dia 31, no Largo da Carioca. O vendedor disse que enquanto está trabalhando não gosta de defender sua posição, mas contou que é a favor do afastamento da presidenta.

“Eu fico na minha, mas está errado, sai fora. Sou do tipo de pessoa que está certo, está certo. Está errado, sai fora”, afirmou. Quem quiser comprar bebidas com o Luiz Heleno tem a opção de usar várias bandeiras de cartões de crédito. “Crédito ou débito, aceito normal”. O aviso para o comprador está em um banner pendurado na barraca do carrinho de bebidas.

Além de exibir as posições dos parlamentares que são contra o impeachment e os que estão indecisos, o movimento Vem Pra Rua também está divulgando os contatos deles para que seja feita pressão por meio da Internet e das redes sociais. “No Mapa do Impeachment tem o mapa do Brasil, com as diferentes regiões e estados. Cada estado tem os seus senadores e deputados, e a gente disponibilizou os e-mails e telefones de gabinetes para que a população interaja com eles. Até pode interagir parabenizando também”, contou.


fonte: Agência Brasil

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