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Entenda o que pode ter provocado o acidente aéreo que matou Eduardo Campos

Oito investigadores do Centro de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciaram, em Santos (SP), a coleta inicial de materiais, indícios e depoimentos de testemunhas oculares para apurar as causas do

acidente que matou o candidato à Presidência Eduardo Campos e mais seis pessoas. Entre os principais focos de atenção para desvendar o mistério, está a procura pelas caixas-pretas (gravadores de dados e de voz) da aeronave Cessna 560-XL. 

Caixa-preta: entenda como falha complica investigação de acidente com Campos

Confira as fotos do local do acidente:

A aeronave em que estava o ex-governador de Pernambuco, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

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Segundo o Cenipa, é prematuro afirmar ou descartar quais foram os fatores que contribuíram para o acidente. Nesse momento estão sendo levantadas mais informações para investigar o caso. O órgão, ligado à Aeronáutica, evita estipular prazos para a finalização do relatório preliminar e enfatiza que o objetivo da investigação é compreender esses fatores para que outros acidentes não aconteçam novamente. Outra investigação corre paralelamente pela Polícia Civil de Santos.

Mau tempo não é responsável por queda

Embora seja prematuro afirmar as causas, o Portal EBC ouviu profissionais ligados à segurança de voo sobre o assunto. Estão sendo investigados fatores materiais do avião e também das condições de voo dos pilotos.

O clima não é considerado o fator determinante para o acidente aéreo, mas pode ter influenciado o que aconteceu depois da arremetida, acertada entre a tripulação e a torre de controle. Para o comandante Mateus Ghisleni, especialista em segurança de voo, as condições climáticas são informações importantes, embora considere “pouco provável” pelos dados disponíveis que uma “cortante de vento” tenha derrubado o avião, apesar de as nuvens estarem relativamente baixas no momento do acidente. “A chuva era moderada e as nuvens estavam a 250 metros de altitude. A chuva, sozinha, não derruba avião”, explicou.

Em relação à arremetida, que antecedeu o acidente, Ghisleni salienta que o procedimento é normal e frequentemente treinado pela tripulação. “É fato que exige uma carga de trabalho alta. Toma toda a atenção dos profissionais, mas os padrões são comuns. No entanto, é necessário investigar como se deu a comunicação”.

Investigação da caixa-preta

 De acordo com o ex-chefe do Cenipa, Brigadeiro da reserva Jorge Kersul Filho, que estava à frente do órgão em investigações de acidentes como o da Gol (2006) e da TAM (2007), a fase atual de investigação, que já começou nesta quarta, é decisiva para o esclarecimento. “É preciso, por exemplo, verificar se havia sinal de fogo nas partes quentes da aeronave ( onde ficam os motores)” antes da colisão com o solo.

Para ele, o exame das caixas-pretas vai ajudar a definir o que ocorreu. Ele também concorda que a chuva isoladamente não representaria a queda. “O avião é muito moderno. Por isso, considero improvável o apagamento dos dois motores. Outra possibilidade que vai ser investigada seria uma ingestão de pássaros nas turbinas. Nada pode ser descartado”.

Fadiga

Além da investigação das condições materiais, o Cenipa explica que os investigadores vão verificar qual era a condição de trabalho da tripulação. “É preciso avaliar as condições de trabalho desses pilotos. Considero o tema bastante sério nessa época em que os pilotos são bastante exigidos, com jornadas muito extenuantes”, avaliou o presidente do Sindicato dos Aeronautas, Marcelo Ceriotti. Segundo o comandante, desde a década 70 os fatores humanos têm sido decisivos em grande parte dos acidentes aéreos.

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