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Defensoras do aborto temem retrocessos na legislação sobre o tema

Pintadas com rostos lembrando a morte, elas montaram uma espécie de altar, com velas acesas, flores e lápides pretas com nomes de mulheres que morreram recentemente por se submeterem a abortos em clínicas clandestinas.

O ato foi batizado de Fiesta de las Muertas.

“O Congresso tem forças conservadoras muito fortes, tentando não só impedir uma legislação neste sentido [de liberação], como também retroceder nos direitos já conquistados. Temos mulheres sendo incriminadas pelo aborto, passando por uma verdadeira via crucis, muito maltratadas nas delegacias e nos hospitais, quando vão procurar socorro”, disse Carla Gomes, socióloga e pesquisadora sobre aborto, uma das organizadoras do ato.

A ativista Angela Freitas, 

Pessoas que passavam pelo local, assistiam à performance e os discursos das ativistas, mas se diziam contra o aborto. “Eu sou contra. Têm várias formas de se prevenir, vários métodos anticoncepcionais. Fazer o aborto por quê? Elas estão lutando pela mulher que morre. Mas e a criança que estão matando?”, indagou a vendedora de churrasquinho Ingrid de Almeida Evaristo.

“Temos várias medidas para evitar abortar um filho. Camisinha, anticoncepcional. Em caso de estupro, eu acho que tudo bem, pois a mulher não deve ter o filho de um bandido. Mas sou contra o aborto, até porque gostei de ter nascido”, disse o aposentado Rui Nogueira Neto.

De acordo com as ativistas, acontecem cerca de 1 milhão de abortos por ano no Brasil e a cada dois dias morre uma mulher no país por aborto clandestino, sendo que as complicações da prática a quinta maior causa de morte materna no país. Segundo elas, o aborto é legalizado em 61 países e o Brasil está entre os que ameaçam com cadeia as mulheres que abortam.

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