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Atlas vai orientar as instalações de painéis de energia solar no Rio

A partir do ano que vem será possível avaliar a capacidade de geração de energia nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. Após a medição in loco, desde dezembro passado, o Atlas Solarimétrico está agora na etapa de editoração dos dados.

Com o objetivo de mapear os locais com disponibilidade do recurso solar, o atlas está sendo elaborado pelo programa Rio Capital da Energia, do governo do estado, em parceria com a empresa do Grupo Electricité de France (EDF) – Norte Fluminense, a Pontifícia Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a empresa Engenharia Gestão e Pesquisa em Energia (EGPE Consult). A publicação completa será lançada no início de 2016.

A coordenadora do Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, explicou que o projeto pretende estimular desde projetos de usinas fotovoltaicas de grande porte até o consumidor residencial. “Queremos uma geração de energia cada vez mais sustentável no estado do Rio. Essa é uma forma de fornecer para a sociedade dados que vislumbrem como instalar um painel desses e [esclarecer] que tipo de economia e benefícios se tem com esse tipo de energia”, disse.

Maria Paula espera que a ferramenta também atraia potenciais investidores para bancar a parte da instalação dos painéis, que atualmente custam entre R$ 8 mil a R$ 12 mil a unidade.

“Neste momento em que a energia elétrica está bastante elevada, está viabilizando qualquer instalação de painel fotovoltaico. Algumas distribuidoras, inclusive, veem com bons olhos esse tipo de geração solar, pois o acréscimo de energia na rede pode ser mais barato do que ter que comprar energia no mercado para entregar para o consumidor”, argumentou.

As primeiras informações apontam que o norte fluminense, parte da Região dos Lagos e o litoral sul do estado são as áreas com maior potencial para produção de energia solar fotovoltaica. Os dados vêm sendo obtidos de três estações: em Duque de Caxias, Macaé e Resende.

“Sabemos que do extremo norte [do litoral] do estado até Arraial do Cabo é onde há maior possibilidade de ganho, a partir da geração fotovoltaica. Por outro lado, a Região Serrana é a que tem menor potencial”, destacou. “Mas esse potencial é ainda maior do que de todos os lugares que têm geração fotovoltaica na Alemanha, que lidera a expansão da energia solar fotovoltaica no mundo. O que significa que temos potencial no estado inteiro”, acrescentou.

O atlas será atualizado periodicamente, com aquisição contínua dos dados das estações, e disponibilizado no Portal Rio Capital da Energia.

Atualmente, há 33 plantas de energia solar fotovoltaica operando no estado, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A capacidade total instalada soma 555 quilowatts (kW). O maior projeto fotovoltaico do estado é o Maracanã Solar, de 360 kW. Em todo o Brasil, existem 317 usinas fotovoltaicas em operação, somando potência instalada de 15.179 kW.

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