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Procon lacra 57 ônibus em vistoria no Rio

O Procon Estadual do Rio de Janeiro vistoriou na madrugada de hoje (26) 59 ônibus na garagem da empresa Viação Pégaso, na zona oeste do Rio, e encontrou irregularidades em todos os coletivos.

Dois veículos tiveram os problemas resolvidos no momento da fiscalização, mas 57 foram lacrados pelo órgão e só voltarão a circular depois que a empresa fizer os reparos e submeter os veículos à nova perícia.

A ação faz parte da Operação Roleta Russa, e o diretor de Fiscalização do Procon, Fábio Domingos, disse que o resultado da vistoria mostra a ausência de uma rotina de manutenção na empresa: “Os problemas encontrados seriam sanados se fosse uma empresa que tivesse uma rotina de manutenção. O problema é que essas empresas não têm essas rotinas. Quando o motorista vai para o ônibus, o check-list que ele faz é virar a chave”, apontou. “Estava lá com mais dez fiscais e o que constatamos é que cada ônibus em que a gente entrava, a gente interditava.”

Os fiscais encontraram ônibus com certificado de licenciamento com data de 2013, janelas e retrovisores quebrados, faróis e luzes de ré queimados, freio quebrado, fiação solta e dedetização vencida, além de outros problemas. Veículos sem extintores de incêndio e bancos de portadores de necessidades especiais danificados também foram interditados. 

Com 24 linhas e cerca de 400 ônibus, a empresa presta serviço na zona oeste da cidade, em bairros como Campo Grande e Santa Cruz. Segundo Fábio, se a fiscalização fosse adiante, mais ônibus poderiam ser lacrados e poderia resultar em “colapso do sistema de transporte”. “O prejuízo ao consumidor seria maior. Ia parar toda aquela área da zona oeste”, disse ao afirmar que mais empresas serão vistoriadas. Segundo Fábio, o Consórcio Santa Cruz, do qual a Pégaso faz parte, terá que remanejar ônibus de outras empresas para suprir a falta dos 57 veículos lacrados.

A Viação Pégaso afirmou por meio de nota que montou uma ação emergencial para reparar os ônibus interditados, e a situação deve ser normalizada ao longo do dia. O consórcio informou que os ônibus lacrados representam cerca de 2,5% da capacidade de atendimento à população da zona oeste. 

O consórcio declarou que passa por uma reestruturação, mas que é importante a adoção de medidas como o combate ao transporte clandestino, “para permitir uma operação de acordo com os padrões previstos no contrato de concessão.” 

A empresa foi autuada e apresentará sua defesa dentro de 15 dias, para então ser calculada a multa a ser paga. O Procon alertar a prefeitura do Rio de Janeiro, as agências reguladoras competentes e o Ministério Público (MP) para que mais providências sejam tomadas. A vistoria, segundo Domingos, foi motivada por um pedido do MP e por denúncias que chegaram ao Procon.

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