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Cariocas pedem paz em protesto contra morte de ciclista

Um protesto hoje (24) na região da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, lembrou a morte do médico Jaime Gold, esfaqueado na noite da última terça-feira (19) no local. Os manifestantes levavam cartazes com pedidos de paz e de mais segurança na cidade.

Muitos foram de bicicleta, em homenagem ao médico que pedalava quando foi atingido. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

A ciclovia da lagoa é muito movimentada, e as ocorrências de roubo têm aumentado. “Nosso movimento é por segurança. Não é só para os ciclistas, para os corredores. Não está restrita a bairros nem a divisões geográficas da cidade. É para todos e por todos. [Pedimos] segurança pública e atenção ao cidadão acima de tudo. Queremos nosso direito de ir e vir, sem medo de ser assassinado”, disse a advogada Ana Paula Cavalcante, uma das organizadoras do protesto.

Manifestantes caminham no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.Com cartazes pedindo paz e mais segurança, protestam pela morte do médico Jaime Gold, morto após ser esfaqueado por ladrões (Foto repórter Vladimir Platonow)

Alguns manifestantes levavam rodas de bicicleta com panos brancos amarrados, lembrando a morte do médico. Segundo as investigações, ele foi abordado por dois menores, que o esfaquearam e roubaram sua bicicleta. Um dos suspeitos foi preso, mas não confessou o crime.

“Este movimento foi criado por pessoas comuns, revoltadas e preocupadas com a situação. Ultrapassou os limites do bom-senso, de a gente esperar o Poder Público fazer alguma coisa. Temos que reforçar a ideia de que precisamos de segurança para resgatar nosso direito de ir e vir. As pessoas querem simplesmente viver em paz”, desabafou a profissional de saúde Márcia Veiga.

O jornalista Andrei Bastos fez questão de participar do ato, mesmo de cadeira de rodas. Ele é pai do jovem Alex Shomaker Bastos, morto num assalto, em janeiro deste ano, quando aguardava um ônibus, em frente ao campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Meu filho foi assassinado, vítima da incúria dos governantes, que não providenciaram segurança no local onde ele foi morto. Esta manifestação é da sociedade civil, que deve se organizar para obrigar os governantes a fazerem o que deve ser feito. E não é a redução da maioridade penal que vai resolver o problema da violência. Os menores devem estar nas escolas.”

Os manifestantes fizeram uma parada para discursos e cantaram o Hino Nacional no local onde o médico foi esfaqueado pelos ladrões. No lugar foram afixados diversos cartazes lembrando a morte do médico e contestando a violência no Rio. O chão foi tingido de vermelho e uma bicicleta pintada de preto foi presa à grade.

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