Início / Brasil / Motororistas e cobradores de SP aceitam proposta das empresas e não farão greve

Motororistas e cobradores de SP aceitam proposta das empresas e não farão greve

Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo aprovaram hoje (19), em assembleia, a proposta de reajuste de 9% das empresas de transporte e decidiram não entrar em greve. A assembleia reuniu cerca de 3,3 mil pessoas, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano.

A entidade representa 40 mil trabalhadores. A estimativa da Polícia Militar (PM) é que 500 pessoas estavam no local.

A proposta aprovada inclui, além de reajuste salarial de 9%, aumento no vale-refeição de 16,1% e participação nos lucros e resultados de R$ 1 mil. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de SP (SPUrbanuss) deverá apresentar ainda, em até 45 dias, um plano de cargos e salários para o setor de manutenção, que inclui mecânica, funilaria, borracharia e tapeçaria, informou o presidente do Sindicato dos Motoristas, Valdevan Noventa.

Antes da votação, as falas da diretoria, em cima do carro de som, indicavam uma inclinação a favor da proposta. O presidente ressaltou que, em uma negociação, se cede de um lado e se ganha em outro. “Será que [uma greve] traria resultados positivos? Gostaria de estar aqui dizendo que conseguimos o teto em todas as questões, mas é uma negociação”.

Noventa disse que a assembleia é importante para que todos os trabalhadores estejam informados e cientes da proposta. “A direção do sindicato teve o aval dos trabalhadores para aprovar essa proposta. A importância da assembleia é que você deixa tudo esclarecido, na transparência. Os trabalhadores estavam aqui conscientes do que era melhor para eles”, disse.

Com a nova proposta, os funcionários da manutenção, que antes tinham apenas uma folga por semana, terão duas. Daqui a cinco meses, haverá ainda uma discussão sobre diferenciação salarial para motoristas de ônibus articulados, biarticulados e trólebus (ônibus elétrico).

Noventa disse que a proposta, a qual considerou uma conquista, foi uma luta exclusivamente dos trabalhadores. “O setor empresarial teve duas propostas reprovadas pelos trabalhadores, em nenhum momento o Poder Público participou, interveio nessas questões, foi a mobilização dos trabalhadores que fez com que nós tivéssemos avanço”.

No dia 12 de maio, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação de duas horas para protestar contra o baixo reajuste oferecido pelas empresas, de 7,21%. Nessa segunda-feira (18), trabalhadores da área de manutenção de algumas garagens também fizeram paralisação.

Comentários

comentários

Veja Também

Epidemia do vírus Zika no Brasil completa um ano com desafio na área de pesquisa

Na próxima sexta-feira, (11) completa-se um ano desde que o Brasil foi oficialmente atingido por …

Deixe uma resposta

error: Conteúdo pertence ao grupo Maraú Notícias!