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Mais de 1,7 mil empregados da GM têm contrato de trabalho suspensos

Mais 900 empregados da fábrica da General Motors (GM), em São Caetano do Sul, no ABC paulista, entraram hoje (18) em regime de lay-off, elevando para mais de 1.719 o total de trabalhadores afastados.

Por meio desse sistema, os empregados têm o contrato de trabalho suspensos, temporariamente, mas continuam recebendo os salários sendo que metade é custeada pela empresa e outra parte pelo governo federal por meio dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Em assembleia ocorrida na última sexta-feira (15), os trabalhadores da GM aprovaram a medida que durará cinco meses. E mesmo após este prazo, a empresa se compromete a garantir o pagamento dos salários por mais seis meses. Nesse período de afastamento, os metalúrgicos assumem o compromisso de fazer cursos de atualização profissional.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo do Sul, Cícero Marques da Costa, amanhã (19), haverá uma reunião com a montadora para discutir a situação dos 819 metalúrgicos com prazo de lay-off a ser encerrado no próximo dia 9 de junho. Nesse encontro, o sindicato também pretende convencer a GM a chamar de volta 150 demitidos para colocá-los também sob regime do lay-off. “Vamos tentar esgotar as possibilidades de preservar os empregos.”

A GM justifica que está com excedente de pessoal, um problema que também afeta outras indústrias do setor. “A medida tem como objetivo ajustar a produção a atual demanda do mercado,” diz a nota da empresa.

De acordo com o último balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no primeiro quadrimestre deste ano a produção teve queda de 17,5% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto na mesma base de comparação, as vendas internas recuaram 17,8%.

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