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Ministra Cármen Lúcia nega crise de confiança no Poder Judiciário

Para a ministra, é necessária uma transformação, de modo a dar mais agilidade às demandas. Em palestra no Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, Cármen Lúcia defendeu mudanças na sociedade.

“Na minha compreensão, com base no que vivo, não precisamos de reforma do Poder Judiciário. Mas é hora de transformar o Poder. Essa transformação passa por nós, juízes, advogados, Ministério Público. Temos de conversar com a sociedade e ouví-la”, disse. “Reformas já foram feitas. A mudança agora é para um Estado e sociedade diferentes.” De acordo com a ministra, há a necessidade de “cultivar o direito” e enfrentar o “clima de litigiosidade”.

A ministra esclareceu que, com o passar dos anos, houve avanços no volume de processos no Supremo e maior conhecimento da população sobre a mais importante Corte do país. Em 2014, o STF julgou 125 mil processos, enquanto a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu apenas 135 ações.

“Sou a juíza do STF com o menor número de processos sob minha relatoria (2. 018). A maioria dos ministros tem entre 6 mil e 9 mil”, acrescentou.

Para resolver as demandas, a ministra lembrou o esforço do Judiciário em receber processos por meio eletrônico e as audiências por teleconferência com advogados. “A independência dos juízes, as ações coletivas e as súmulas também são instrumentos importantes”, concluiu.

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