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Projeto Ilhas do Rio mostra acervo natural em evento nacional no Jardim Botânico

O Projeto Ilhas do Rio participa neste final de semana, pela primeira vez, do evento nacional gratuito Viva a Mata, que a Fundação SOS Mata Atlântica apresenta no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, também pela primeira vez, no período de 9 a 17 de maio.

Criado pela organização não governamental (ONG) Instituto Mar Adentro, o projeto socioambiental Ilhas do Rio tem o objetivo de consolidar o Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MoNaCagarras), unidade de conservação e proteção integral que engloba seis ilhas situadas a cerca de cinco quilômetros da praia de Ipanema. As principais ilhas do arquipélago são a Cagarra, Filhote da Cagarra, Redonda, Filhote da Redonda, Comprida e Palmas, disse à Agência Brasil a supervisora de Mobilização Social do projeto, Camila Meireles.

“Essas seis ilhas estão dentro de um arquipélago que tem outras ilhas, que não chegam a ser unidades de conservação, mas que estão sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”. O projeto faz pesquisas da flora e da fauna nas áreas terrestre e marinha, e também desenvolve atividades de educação ambiental. “Assim, a gente gera informações para que o órgão ambiental possa fazer o plano de manejo”, disse ela.

Camila esclareceu que o plano de manejo é que vai determinar que tipo de visitação pode ter nas ilhas, quais áreas devem ser reservadas como prioritárias para conservação e quais áreas são adequadas para mergulho. Essas informações científicas servirão de base para que o ICMBio possa estabelecer a questão do uso público das ilhas. A iniciativa está em desenvolvimento desde 2011, um ano após a criação da unidade de conservação.

O caminhão itinerante do projeto Ilhas do Rio estará no Jardim Botânico do Rio neste sábado (9) e domingo (10). Os visitantes poderão conhecer a coleção biológica de animais, que faz parte da coleção zoológica da Seção de Assistência ao Ensino, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em São Cristóvão, zona norte da cidade. O material é cedido a professores, e ilustra atividades de educação ambiental.

Camila Meireles informou que, dependendo da atividade, a exposição contará com mais de 40 exemplares de animais marinhos e terrestres conservados em álcool, em vidros, e alguns secos, como um atobá marrom e uma fragata, empalhados. Em uma tenda serão exibidas variedades de cactos e bromélias, entre outras espécies da flora do arquipélago. O público conhecerá também a prensa (exsicata) usada pelos pesquisadores para identificação de plantas. Há ainda uma mostra fotográfica reunindo fotos dos ambientes, da vegetação e dos animais das ilhas, além de painéis explicativos sobre a unidade de conservação, seu tamanho e localização, e sobre o projeto do Instituto Mar Adentro.

A supervisora do Ilhas do Rio informou que os motivos para criação da unidade de conservação foram os ninhais de aves marinhas e a existência de plantas consideradas extintas no Rio de Janeiro. As Ilhas Cagarras abrigam o segundo ninhal de aves marinhas do Brasil. O primeiro está localizado em Alcatrazes (SP).

Com dez edições em São Paulo, o evento Viva a Mata mudou de local, mas preserva o objetivo, que é comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), promovendo o intercâmbio de experiências entre as pessoas que lutam pela conservação da floresta e, ao mesmo tempo, conscientizando a população sobre a importância de preservar o meio ambiente.

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